terça-feira, 15 de setembro de 2009

ÍNDIOS CARIJÓS

ÍNDIOS CARIJÓS
 

Carijó: seu território ia
de Cananéia (SP) até a Lagoa dos Patos (RS). Vistos como "o melhor gentio
da costa", foram receptivos à catequese. Isso não impediu sua escravização
em massa por parte dos colonos de São Vicente. Em 1554, participaram do ataque
a São Paulo. Eram cerca de 100 mil.


O litoral gaúcho e catarinense, ao tempo da descoberta, era
habitado pelos Guaranis, que se estendiam pelo interior, às
margens da imensa lagoa dos Patos.


É interessante a origem do nome desta
lagoa. Conta-se que m 1554, viajavam para o Prata algumas embarcações
espanholas, que acossadas por um temporal, viram-se na contingência
de procurar abrigo na barra do Rio Grande. Aí deixaram fugir
alguns patos que traziam a bordo e de tal modo se deram bem as
aves com o lugar, que se reproduziram assombrosamente, chegando a
coalhar a superfície das águas da lagoa, dando-lhe e nome.





Eram os carijós índios dóceis,
trabalhadores e bem intencionados. Pertenciam ao ramo Guarani e
efetuaram uma marcha migratória do Paraguai para o sul do litoral
brasileiro.


Ayolas, na conquista do Paraguai,
encontrou-se com os Carijós à margem de um rio que deságua
vinte quilômetros acima da foz do ramo principal do Pilcomaio,
onde os ameríndios em questão possuíam uma aldeia cercada por
uma paliçada dupla e guarnecida de "bocas de lobo"
(escavações com estrepes no fundo).

Os espanhóis acossados pela fome, marcharam resolutamente para a
vitória. Os índios, ao ouvirem os primeiros estampidos das armas
de fogo, fugiram em corrida louca, caindo muitos nas próprias
esparrelas que haviam armado aos invasores.


Depois de ocupar a taba, em homenagem a
Santíssima Virgem, deu Ayolas, o nome de Assunção.




COSTUMES



Os Carijós construíam suas casas
cobrindo-as com cascas de árvores e já fabricavam redes e
agasalhos com o algodão que cultivavam, forrando-as com peles e
ataviando-as com plumas e penas.  Acostumaram-se a ajudar
todos os navios que lhe solicitassem auxílio, até que um dia,
traídos na sua boa fé, acabaram considerando os brancos inimigos


Na arte de cura, os Carijós estavam bem
adiante dos demais nativos. O remédio principal era uma ventosa
aplicada pelos lábios do pajé.


Na bruxaria também eram bem
desenvolvidos. Para enfeitiçar um semelhante, costumavam amarrar
um sapo em uma árvore. Á medida que o nojento animal fenecia, a
pessoa enfeitiçada também enfraquecia até morrer.


Se desejavam cegar alguém,
enterravam-lhe debaixo da rede um ovo. Descoberta a mandinga, os
objetos que serviram para a mesma deviam ser arremessados ao rio.

Grande era o número dos que tinham
parentesco com um ser superior que chamavam de
"caraibebes", que os jesuítas traduziram por
"anjos". Gozavam de vida avantajada esses que,
manhosamente se inculcavam ministros dos "anjos".
Recebiam os melhores frutos da terra e as mais cobiçadas caças
que fossem abatidas pelas cercanias.


Quando um guerreiro partia para a guerra,
era honrado com um sopro do "caraibebe", para que não
morresse em combate. Entretanto, se alguns caía morto em luta,
havia a desculpa de que o infeliz, por seus pecados não se
tornara digno da benção do "anjo". Deste modo, esses
pajés se tornaram infalíveis, com prestígio inabalável entre
os seus crentes.


QUEM ERAM ELES?




É sem dúvida bem curioso o modo como se
explica a origem dos Carijós...


Naufragando nas proximidades da ilha de
Santa Catarina um navio português, seus tripulantes conseguiram
atingir a terra, então campeada pelos índios guaranis. Entre os
náufragos contavam-se o português Henrique Montes, o castelhano
Melchor Ramirez e o preto Francisco Pacheco, além de outros. Como
sucedeu a Caramuru e a João Ramalho, esses homens acabaram
unindo-se às índias, adotando um novo regime de vida. Resultado
de tal fato, foi o nascimento de inúmeros mestiços, mamelucos e
cafusos, que de algum modo alterou o aspecto dos indígenas, que
passaram a constituir uma sub-raça com a denominação de Carijós,
que significa arrancado do branco: o mestiço. Daí vem o costume
de chamarmos de carijós às galinhas de coloração preta e
branca.
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 Fonte:Wikipédia

2 comentários:

DENI disse...

Olá, sou estudante de artes visuais e elaboro uma pesquisa sobre os paleoíndios que compuseram a Ilha de Santa Catarina, gostaria de saber,se possível, a fonte onde você buscou estas informações sobre os "Carijó".
Aproveito par parabenizar pelo blog!
Denize (denigon@ibest.com.br)

Anônimo disse...

Eu quero sabre sobre a alimentação,moradia e língua da tribo Carijó.Por favor tenho que entregar uma pesquisa para quarta-feira.
Desde já obrigado!